2 de Outubro de 2009
1 de Outubro de 2009
Sem outro intuito (In memoria)
à água para o silêncio vir à tona.
O mundo, que os sentidos tonificam,
surgia-nos então todo enterrado
na nossa própria carne, envolto
por vezes em ferozes transparências
que as pedras acirravam
sem outro intuito além do de extraírem
às águas o silêncio que as unia.
Luís Miguel Nava
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1.10.09
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29 de Setembro de 2009
Fraldiqueiros
Meninos, tiveram pouca mamã.
Carências afectivas afunilaram-nos psiquicamente
desde a impoética infância até este corrimento sentimental
em que, grandinhos, se compensam, comprazem.
Continuam a gotejar.
Coitarados!
Gulosos de pontas de dedos,
perdem-se em beijoqueirices, diminutivas ternurinhas.
Têm sempre rebuçadinhos d'alma para as mulheres.
Falam freud ao colo das amigas.
Fraldiqueiros. . .
Vai levar-lhes isso a nojo, machão?
MuIheres gostam. Riem, prazidas.
«Venha cá à mamã!»
O golpe do coitadinho (não confundir com o golpe
do irmãozinho, esse na base do esquema da alma gémea)
é o que estás a ver: saltar para o regaço e pedir nhém nhém
em nome do Sigismundo, daquele que dizia, salvo erro:
A alma? Geme-a...
Fraldiqueiros
a mandarem beijinhos por teleférico! de saliva
Engatinhantes, tiram do estojo complexos em forma de saxofone
e tocantam-lhes a pingona freudista canção do bandido
Fraldiqueiros. . .
Mulheres gostam. Até onde?
Alexandre O' Neill
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29.9.09
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27 de Setembro de 2009
Stilleben mit der goldenen taschenuhr
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27.9.09
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26 de Setembro de 2009
Chico Buarque - O meu amor
(...)
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
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26.9.09
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O passado e o presente
Queria rebolar os bilas e os abafadores, circular o comboio, chocar os dinkytoys, mergulhar no Sandokan.
Mas só de vez em quando. Gosto de viver o meu hoje, também cheio de brinquedos e misérias.
Afinal, os jogos só mudaram de tempo e de modo.
As coisas sérias é que não. São novas, melhores e queridas. Mesmo quando sofridas.
Decididamente: prefiro o hoje.
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O Chapéu de Fernando Pessoa
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24 de Setembro de 2009
Significa sombras
qué definitivo beso enterrar en el corazón,
someter en los orígenes del desamparo y la inteligencia,
suave y seguro sobre las aguas eternamente turbadas?
Qué vitales, rápidas alas de un nuevo ángel de sueños
instalar en mis hombros dormidos para seguridad perpetua,
de tal manera que el camino entre las estrellas de la muerte
sea un violento vuelo comenzado desde hace muchos días y meses y siglos?
Tal vez la debilidad natural de los seres recelosos y ansiosos
busca de súbito permanencia en el tiempo y límites en la tierra,
tal vez las fatigas y las edades acumuladas implacablemente
se extienden como la ola lunar de un océano recién creado
sobre litorales y tierras angustiosamente desiertas.
Ay, que lo que soy siga existiendo y cesando de existir,
y que mi obediencia se ordene con tales condiciones de hierro
que el temblor de las muertes y de los nacimientos no conmueva
el profundo sitio que quiero reservar para mí eternamente.
Sea, pues, lo que soy, en alguna parte y en todo tiempo,
establecido y asegurado y ardiente testigo,
cuidadosamente destruyéndose y preservándos incesantemente,
evidentemente empeñado en su deber original.
Pablo Neruda
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24.9.09
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23 de Setembro de 2009
Deixarei os jardins a brilhar com seus olhos
detidos: hei-de partir quando as flores chegarem
à sua imagem. Este verão concentrado
em cada espelho. O próprio
movimento o entenebrece. Mas chamejam os lábios
dos animais. Deixarei as constelações panorâmicas destes dias
internos.
Vou morrer assim, arfando
entre o mar fotográfico
e côncavo
e as paredes com as pérolas afundadas. E a lua desencadeia nas grutas
o sangue que se agrava.
Está cheio de candeias, o verão de onde se parte,
ígneo nessa criança
contemplada. Eu abandono estes jardins
ferozes, o génio
que soprou nos estúdios cavados. É a cólera que me leva
aos precipícios de agosto, e a mansidão
traz-me às janelas. São únicas as colinas como o ar
palpitante fechado num espelho. É a estação dos planetas.
Cada dia é um abismo atómico.
E o leite faz-se tenro durante
os eclipses. Bate em mim cada pancada do pedreiro
que talha no calcário a rosa congenital.
A carne, asfixiam-na os astros profundos nos casulos.
O verão é de azulejo.
É em nós que se encurva o nervo do arco
contra a flecha. Deus ataca-me
na candura. Fica, fria,
esta rede de jardins diante dos incêndios. E uma criança
dá a volta à noite, acesa completamente
pelas mãos.
Herberto Helder
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22 de Setembro de 2009
Má educação
"Má Educação" não é um ajuste de contas com os padres que me educaram mal, nem com a Igreja em geral. Caso tivesse necessidade de me vingar, não teria esperado quarenta anos para o fazer. A Igreja não me interessa, nem como adversária. O filme não é uma comédia, ainda que haja humor nem um musical infantil, ainda que crianças cantem. É um film noir, ou, pelo menos, gostaria de considerá-lo assim.
O género noir admite bem a mistura com outros géneros, sempre que a narração respire esse ar fatal, sem o qual o negro seria cinza. No noir pode não haver polícia nem armas, nem sequer violência física, mas tem de haver mentiras e fatalidade, qualidades que normalmente uma mulher encarna: a femme fatale. Ela é consciente de seu poder de sedução e é fria, razão pela qual não se altera facilmente. É alguém que perdeu os escrúpulos e não se interessa em recuperá-los. Para ela, o sexo não é fonte de prazer e sim de dor para os demais. Em "A Má Educação", a femme fatale é um enfant terrible, a personagem interpretada por Gael Garcia Bernal".
Pedro Almodóvar
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Escuto
Se o que oiço é silêncio
Ou deus
Escuto sem saber se estou ouvindo
O ressoar das planícies do vazio
Ou a consciência atenta
Que nos confins do universo
Me decifra e fita
Apenas sei que caminho como quem
É olhado amado e conhecido
E por isso em cada gesto ponho
Solenidade e risco
Sophia de Mello Breyner
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14 de Setembro de 2009
Liebestod
Waltraud Meier (Isolde)
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Poema
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas).
Álvaro de Campos
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13 de Setembro de 2009
Desafinado (para ti)
Tom Jobim e João Gilberto
Por todas as vezes que eu desafino...
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Das águas que o rino escolhe...
da pedra a que o vento encosta
do unto a que o tempo obriga
dos sais que a estação abriga
do pasto a que o gado aspira
da lua em que o vento vira
Não há pastor que não saiba.
Não há pastor que não saia de alguma curva da infância.
Rui Duarte Carvalho
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20 de Julho de 2009
Quero dos deuses só que me não lembrem
Como o vento que é a vida
Do ar que não é nada
O ódio e o amor iguais nos buscam; ambos,
Cada um com seu modo nos oprimem.
A quem deuses concedem
Nada, tem liberdade
Ricardo Reis
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13 de Julho de 2009
Terror de te amar
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.
Sophia de Mello Breyner
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4 de Julho de 2009
Officina Romanorum
Objectivos
• Desenvolver o raciocínio lógico
• Explorar noções como “Ser Europeu” e “Cultura Europeia”
• Aprender, ler e pesquisar - brincar aprendendo, aprender brincando
• Estimular as crianças a uma educação superior
• Promover a apetência pelo enriquecimento curricular
Programa
Consultar a página online da Officina Romanorum
Equipa
Local
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
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27 de Junho de 2009
15 de Junho de 2009
Tu além-palavra, ao pé de mim
Poema verdadeiro é sermos noivos:
saber tirar a pele e o caroço
ao grito entre a morte e outra morte
que nos mantenha lassos e despertos
até que venha o talhe que nos corte
e nos retire os poços e desertos.
Por isso, meu amor, o que te dou,
beijo beijado em corpo claro e vivo,
é mais que o verso que te dizem, ou
aliterante, agudo ou conjuntivo.
Colado a tudo, mesmo a contragosto,
o rio inventa o verso, e não assim
como se ao espelho visse o próprio rosto,
mas tu além-palavra, ao pé de mim.
Pedro Tamen
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10 de Junho de 2009
Belo. Em Haifa
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9 de Junho de 2009
8 de Junho de 2009
Interior with Box of Yellow Apples
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3 de Junho de 2009
Convite
Do João Gonçalves, para o fim da tarde de hoje:
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Para a dedicação de um homem
desmaiou o olhar furtivo das searas
ou reclinou a cabeça
ou aquele disposto a virar decisivamente a esquina
Não há conspiração de folhas que recolha
a sua despedida. Nem ombro para o seu ombro
quando caminha pela tarde acima
A morte é a grande palavra para esse homem
não há outra que o diga a ele próprio
É terrível ter o destino
da onda anónima morta na praia
Ruy Belo
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1 de Junho de 2009
Poema à amizade
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein
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31 de Maio de 2009
Resposta
vivos com os seus lugares e espaço.
Ontem nasci sem fim, e alimentei-me
nesta mesa que em duas se reparte.
Uma aba no mar, vagante à toa,
trouxe os sabores de ondas, de orlas.
Outra aba na terra mostrou-me as pedras
polidas, úberes, gastas. Pedras
densas que me encheram o ventre
e me criaram similar à Terra.
No mar tive cristais quebrados, jóias;
na terra, tão nítida poeira branca
que fundi as formas das flores visíveis.
E hoje é este olhar profundo,
deriva das imagens pelo mundo.
Fiama Hasse Pais Brandão
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31.5.09
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9 de Maio de 2009
25 de Abril de 2009
24 de Abril de 2009
Um dia branco
Um movimento
Inteiro, unido, adormecido
Como um só momento.
Eu quero caminhar como quem dorme
Entre países sem nome que flutuam.
Imagens tão mudas
Que ao olhá-las me pareça
Que fechei os olhos.
Um dia em que se possa não saber.
Sophia de Mello Breyner
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24.4.09
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20 de Abril de 2009
3 de Abril de 2009
Uma nova (des)ordem?
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Poema de um funcionário cansado
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só
Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço?
Soletro velhas palavras generosas
Flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida
num quarto só
António Ramos Rosa
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3.4.09
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29 de Março de 2009
Em folhas de acetato me proteges
breve serei semente um céu e a terra
plantado azul e sopro de marés
as palavras fechadas com o jeito
que a boca tem ao ver-se
retratada
quase um sabor razão acidulada
me persegues de nomes, me retratas
igual ao branco hotel onde regressa
a não lembrada sombra do verão
e pousam de ouro em água o só
engano breve
das rosas e da neve despertadas.
António Franco Alexandre
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23 de Março de 2009
Cocaína - quem pode ajudar?
Hoje de manhã, a minha filha, como muitas vezes faz, foi ter comigo ao quarto para uma "conversa nossa". Estava preocupada: "o D meteu-se na coca, mãe. Que achas que posso fazer para o ajudar? E foi o R que o levou."Fiquei gelada. O R é um miúdo de 17 anos, bom aluno, praticava desporto e ia lá a casa. Há uns tempos que não ouvia falar dele. O D é o melhor amigo da Beatriz, o amigo em quem confiamos para a trazer a casa quando sai à noite. Que fazer? Perguntei-me também. E um nó na garganta cresceu enquanto a minha-menina-pequena-já-crescida continuava a falar. O melhor amigo dela já consome e "o D, mãe, tem imenso dinheiro que os pais lhe dão para tudo e mais alguma coisa".
Queres que fale com os pais dele? Perguntei.
"Não vale a pena. Se se importassem com ele já tinham percebido, é impossível não terem reparado. Nunca estão e dão-lhe dinheiro para compensar o resto. Ainda não há duas semanas, compraram-lhe uma guitarra eléctrica e, esta semana, um telemóvel de quase 400 €... Que adianta ires falar com os pais? Vai ser pior porque eles afastar-se-iam de vez. Temos é que pensar nalguma coisa. O grupo está todo preocupado e temos falado com eles, mas não conseguimos nada. Não ouvem. Mas tem que haver uma solução."
Só lhe consegui responder que ia pensar.
Mas pensar o quê?! Este é um dos pesadelos que, como mãe, mais me atormentam: será que estou atenta? será que vou perceber? será que podem cair numa destas? que farei?
Neste momento, não sei o que fazer, queria saber e queria ajudar o D e o R.
Como prevenir que o estrago seja maior? Quem pode ajudar? Que eu saiba, e sei pouquíssimo deste assunto, não há um organismo que possa intervir. Os que existem são para o depois, quando já são dependentes e, para esta fase, quem pode ajudar? Os jovens devem ser uma responsabilidade de todos nós, como as crianças.
Quem pode ajudar? O que fazer?
É que, um dia, pode ser um filho nosso e oxalá haja alguém que perceba, se nós não o conseguirmos.
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23.3.09
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